terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Qual palavra resume o seu ano?

2011
É cara... o ano de dois mil e onze não foi fácil...
Fazendo uma retrospectiva, (que é o sentido desse post) eu percebo que tanta coisa aconteceu, algumas coisas mudaram, outras continuaram da mesma forma, as vezes ainda mais complicadas. Risos.
Começar falando das frustrações, pequenos e grandes aprendizados, entre outros deslizes...
Em 2011 eu amei... eu me machuquei... eu terminei alguns ciclos, e emendei outros...Eu me decepcionei e muito. Porém tentei muitas coisas também. Tive surpresas. Eu dei risadas, fui imensamente feliz, chorei por vários motivos, chorei repetidas vezes pelos mesmos motivos. Me deixei a margem do que acredito e professo. Me recuperei. Mesmo que esteja (ainda) em ''rehab'' de mim mesma. 
Eu sonhei um 2011 altamente diferente do que eu tive. 2011 eu diria... que foi o ano do improviso, da adaptação, do saber aproveitar o que a vida te oferece, ainda que seja um limão bemmm amargo (nathy, não deixa de ler o post por isso! :P), se recomponha e faça uma baita caipirosca, ou se não curtir, se junte ao Jose Cuervo... ou faça como eu, uma bela limonada suíça! Mas nesse ano, vi a REAL necessidade de aprender a se adaptar as situações em que a vida te coloca, em que você se coloca.
Eu AINDA não aprendi a fazer isso, ao menos não para tudo. 
Eu tive conquistas esse ano, sem dúvidas... eu amei, eu me cuidei, eu me dediquei, eu passei num concurso ( Aeê, todas comemora!) eu descobri coisas sobre mim, com as quais eu não FAZIA ideia de como lidar, e ainda não faço. Risos. 
Mas eu também tive ''perdas'', algumas, por consequências dos meus atos, como um péssimo rendimento no último semestre, no qual não me dediquei em nada ao que eu queria, e vou ter que lidar com isso nos próximos meses..., tive algumas pessoas retiradas da minha vida, pessoas cuja a ausência, entristeceu meus dias, arrastaram minhas semanas e dominaram os meus meses. Eu vi uma pessoa que eu amo muito, ter que lidar com uma doença cruel. Eu tive MEDO, nossa, em 2011 eu tive medo de muita coisa. Eu tive medo de perder uma pessoa que amo pra morte, de perder as pessoas que eu amo pra VIDA,  de vacilar nas minhas coisas, de me expor, de não me expor o suficiente. Tive medo de ser traída, de me deixar cair em tentação comigo mesma. De não respeitar alguém, de não me respeitar. 
Eu ''perdi'' pessoas que talvez nunca tenham sido o que eu realmente imaginei, ou que eram, mas mudaram, como era de direito delas, mas que mudaram para uma forma que me machucava, que me machuca, que impede que elas sigam comigo, na minha caminhada. Eu ''perdi' tempo na faculdade, mas ao mesmo tempo, nunca em nenhum fracasso que eu já tive na vida, saí com tanta certeza de que eu realmente sei o que quero pra minha vida, o quanto eu quero essa carreira, e o quanto eu preciso e devo lutar por ela.
Eu me entupi de vazios, chorei tanto, senti tantas saudades, me auto flagelei, fui cruel comigo, exigi de forma cruel (ainda que cruel apenas comigo) que outras pessoas fossem mais do que podem ser ou querem ser.
Mas eu também dei carinho, dei amor, dei atenção, me desbloqueei pra vida. Aceitei pessoas, fiz novos contatos, me PERMITI, ser mais amiga, ter mais amigos, ser acariciada, acariciar, seduzir, ser seduzida. Em 2011, eu vivi. Vivi machucada, depressiva as vezes, chata sempre (Joy que o diga, te amo!), vivi também dias de imensa alegria, euforia. Aprendi que o medo de perder algo, NÃO VAI impedir que você ''perca''. Que perder pra morte, ocorre quando você deseja parar de lutar pela vida. Aprendi que perder, as vezes não é pq vc não MERECE ter, as vezes vc só não PRECISA daquilo, como acha que precisa, pode ter algo melhor. E isso é duro de encarar, por várias questões.
Tive fé. Talvez mais do que em qualquer outro ano da minha vida. Tive essa mesma fé, posta a prova várias vezes. E falhei, em várias delas. Falhei principalmente por não ter fé em mim mesma. Aprendi que aliada a fé no Divino, essa é uma das mais importantes, ter fé em si mesma. Reestruturei minha auto confiança ( de forma muito capenga, é verdade). Redescobri minha segurança, ainda que tenha perdido a mesma algumas vezes...
Me arrependi... me arrependi de insistir em erros, procurar respostas, onde já existiam, pela simples teimosia e vontade de ouvir o que eu queria...
Ri muito também, tive crises de risos, com minhas amigas MARAVILHOSAS, com minha mãe excepcional, insuperável, insubstituível. Estreitei laços de amizade. Recuperei amigos. Tive laços desfeitos, nós não removidos e nós removidos com outros.
Me decepcionei com pessoas que amava, que amo. Reconheci também, pessoas que eu não amei, ou não amo mais. Perdoei! Perdoei pessoas que me magoaram, pessoas que tentaram me magoar, ou aquelas que eu ''achei'' que me magoaram. E em 2011 eu achei muita coisa. Risos.
Eu reconheci, a necessidade de ME PERDOAR. Da delicia que é, se auto-aceitar.
Eu escutei ritmos novos, conheci muitas coisas novas. Me encantei com várias. Eu dancei, menos do que eu gostaria, mas me reconheci em cada dança!
Eu amadureci em vários estágios da minha vida e regredi em alguns, virei criança, sorri como uma, e chorei como outra. Mas também, redescobri o poder do CONSOLO( mente suja, não é ESSE tipo de consolo não rs), do poder de um colo amigo, do ombro amigo, do carinho de quem te ama.
Eu consegui, a duras penas, começar a separar o joio do trigo, e ver quem é parceiro e quem não é (tá ligado, mano?) que é preferido e quem não é, não é mesmo preferida (minha outra mãezona, Ana Cabral :P)?
Enfim, 2011 foi intenso demais. Eu tive alegrias intensas, sofrimentos intensos, momentos...( vc já sabe como completar isso... rs)
Mas eu também tive, INÍCIOS, RECOMEÇOS, novas oportunidades de gostar, de amar, me dedicar, estudar, trabalhar, eu retomei antigos projetos, tirei a prioridade de outros, inverti posicionamentos emocionais, reavaliei comportamentos...
2011 foi triagem... gosto de olhar que foi um processo seletivo pra 2012...
E decidi, que se 2011 foi um ano para eu descobrir como me ADAPTAR, 2012 será um ano para eu RECOMEÇAR!
Ser mais feliz, mais responsável, mais moleca, mais sapeca, mais estudiosa, mais amada, mais amante, mais verdadeira comigo mesma, me assumir mais.
A importância desse ano, acho que foi justamente essa, me adaptar, reconhecer, confiar para RECOMEÇAR.
Porque Charles Darwin tinha absoluta razão: Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.
E eu tive mudanças em 2011.
E eu tenho tudo nas mãos pra recomeçar... eu tenho saúde, tenho alegria dentro de mim (mesmo que eu tenha que fazer uma viagem subterrânea para encontra-la as vezes eu SEI que ela está ali), tenho pessoas que me amam, que me mimam, que puxam minha orelha, que choram comigo, que me fazem rir, que me permitem faze-las rir, ama-las, acalenta-las. Eu tenho AMIGOS maravilhosos, colegas que me divertem, uma MÃE que vale por mil! Eu tenho um novo companheiro...(mereço né gente? hauhauah). Eu tenho novos objetivos. Eu tenho novas certezas, novos achismos, novas teorias, novos sonhos e certamente, novas oportunidades.
Para todos aqueles que conseguiram se adaptar em 2011,  cara, que orgulho de vocês! Para os que não conseguiram... TENTE, ainda dá tempo de rever a vida, e ser feliz, ou ao menos, TENTAR.
Aos que RECOMEÇARAM em 2011, meus parabéns também! Recomeçar é para todos, mas a coragem de tentar não é.
Aos que tiveram outra palavra chave em 2011, me conte sobre elas, eu adorarei ouvir. Se a sua palavra for triste, ou foi a mesma que a minha, ou qualquer outra coisa... pensa comigo... 2012 é RECOMEÇO!
Um ano novo MARAVILHOSO para todos! Muita paz, tranquilidade, juizo, boas doses daquela loucura saudável, que adoça a vida, muito AMOR, especialmente o próprio, muita conexão com o Divino. A divindade te ama acima de tudo, e para quem é ateu. Tire de você a força que te ama acima de tudo. Tem espaço pra todo mundo. O sol brilha para todos.
Esses são os meus votos, para quem me aturou o ano de 2011 todo, parabéns! Vocês passaram pela Jéssica e sobreviveram! Risos. Para os que não me aturaram, te desejo o mesmo! Seja feliz, se faça feliz! Não se contente com menos, nem com nada que não te faça feliz. Sonhe, ouse, renove.


Beijos Jéssica! 
E que venha 2012!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Verdades

"A sua vida só vai pra frente depois que você se desapega das pessoas que te levam pra trás."

Caio F.

"Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas..."

Caio Fernando Abreu

"- Meu filho, os caminhos estão muito mais abertos do que você imagina. Só que eles parecem tortos. Mas é por esses caminhos que parecem tortos que você tem que caminhar, e as coisas vêm ao seu encontro. Você só tem que escutar os caminhos e seguir por eles."

Caio Fernando Abreu em Onde Andará Dulce Veiga?


Sossego

"Sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa"


 
Paulo Leminski

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Peeling da vida...








Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida... alguma coisa, alguma pessoa.  
Eu preciso muito muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor.
Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mas que seja novo, nem que sejam os problemas. 
Demolir as ruinas e contruir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo!
Que seja doce!

— Caio F.

domingo, 13 de novembro de 2011

Varekai



Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo.
                                                                   Caio Fernando Abreu


Lembre-se:
- todas as pessoas sentem as mesmas coisas, só não ao mesmo tempo
- pessoas são imprevisíveis
- se deixar levar é melhor que tentar controlar tudo
- nada de bom vai surgir em ficar pensando demais sobre a mesma coisa...


Não vá levar tudo, tão a sério... sentindo que dá, deixa correr...
Se souber confiar no seu critério... nada a perder...
Não vá levar tudo tão na boa... brigue para obter o melhor...



sábado, 5 de novembro de 2011

Faxina : Efeitos parte 4


Bom,depois de meses de faxina, muito crescimento, dor, decepções e tudo o que a vida tem direito, chegou a hora de eu fazer um balanço novamente, de tudo pelo que passei e ainda passo. Tem exatos 7 meses ( comecei em abril mas relatei no blog apenas em maio e os efeitos em junho) que eu comecei a re-organizar minha vida. Passei por vários andares, desci, subi, estacionei, fiquei no meio-termo, ainda estou nele...
Fiquei emotiva, feliz, feliz, feliz, triste, depressiva, chateada, melancólica, mas no fundo, no fundo, sempre esperançosa.
Talvez por saber que nada do que eu passei foi em vão, eu aprendi a abrir mão de muitas coisas, em mim, nos outros, a aceitar o que não depende de mim, aceitar os meus sentimentos, minha forma de ver o mundo, com mais clareza, mais identidade e hoje, tanto tempo depois ( nem tanto assim,vai) eu posso dizer que estou mais fortalecida. Não quer dizer, mais sábia, quer dizer mais fortalecida mesmo, como se por cima dessa minha tez branca e fina, tivesse uma outra capa, mais forte, permeável ainda, claro, porém, mais forte!
Passei por grandes realizações, pequenas perdas, grandes perdas, decepções, conheci coisas que me enojaram, pessoas que me marcaram e vice e versa, tive meus momentos de inércia, mas parando, pra analisar bem, cara, eu vivi intensamente nesses últimos 7 meses. Me permiti passar por experiências, que eu não passava havia muito tempo, e ainda houve aquelas, que eu nunca havia passado.
Comparando com a vida de muitas pessoas, posso não ter vivido nada demais, mas sabe, isso, nem me preocupa mais, porque eu ganhei tanta consciência sobre mim mesma, que tudo o mais, se encaixa no mundo, no lugar que tem que pertencer mesmo.
Não quer dizer que eu ainda não fique triste, poxa, tem dias que parece que o sol não vai brilhar mais (dramáticaaa) , mas logo em seguida, eu leio um pensamento, uma frase, escuto uma  música, dou um beijo ou um abraço, e as coisas voltam a fazer sentido novamente.
Eu tive espaço para tudo nesse mini balanço de faxina/2011:
- Aprendi a conviver com meus erros
- demoli fantasias antigas
- me encantei, e com isso pude ver o quanto a vida pode ser gostosa
- talvez tenha me desencantado, talvez para  aprender algo, que seja lá o que for, ainda assim, não apagou a sensação de que eu curti muito,o período do encanto, e que isso, me reconforta.
- tive que observar que minha vida profissional, depende apenas de mim, e ter foco, perseverar, não me deixar derrubar pelos problemas internos e externos, é a chave para abrir novas portas.
- fiz novos amigos!
- tive que ver pessoas ‘’amigas’’ saírem da minha vida.
Acho que eu poderia citar a Joy, e dizer que meu arrumado em desalinho, está começando a fluir novamente, como fluiu em abril para maio, de maio para junho e assim por diante.
Eu empaquei durante vários momentos ( Culpo o meu signo chinês, que é cavalo, :P ), não tenha dúvidas, senti de tudo, 2011, tá sendo um ano, que eu to mais racional e ao mesmo tempo, sentindo tudo a flor da pele, se é que dá pra fazer sentido nisso. Risos.
Não sei precisar, se vai ter quarto andar em breve, muito menos que a faxina está prestes a acabar, o que eu posso te dizer, é que eu to feliz, por mim e comigo mesma, no meio-termo.
Que passar por isso, é bom e ruim, uma experiência meio bipolar, de lidar com seus erros, e ficar triste, e de em outro momento, vislumbrar meus acertos e ter certeza, de que estou no caminho certo.
Não tenho mais a necessidade de retornar a Eva pra me esconder, e ser  apenas  quase uma Lilith.
Mas não se engane, eu continuo em busca da minha totalidade, hoje, e sempre.
Mas ando aproveitando o bem estar ,de estar comigo mesma.
Porque o bom da vida é viver bem, estar bem, e  isso é particular como diria o Seu Jorge.
Beeeijos e até a próxima!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Novos ventos e a liberdade


Um ponto importante: ir, sobretudo em frente!

A necessidade de seguir em frente, romper padrões, faz toda a diferença para nós, essa é a verdade.
Sempre ouvimos que devemos lutar pelos nossos sonhos, porém até aonde, você deve ir por um sonho?
Existem coisas, que ultrapassam o limite básico de todo ser humano. Nessas horas, não será melhor desistir?
Pode ser de um emprego, uma amizade, um amor, uma esperança, algo que não traz, não trará bons frutos, nem tão cedo, ou talvez nunca.
Desistir de algo, pode ser fácil para aqueles que nunca perseguem seus objetivos, todavia, pode ser uma via crucis para aqueles que tem essa dificuldade, de desistir de seus projetos.
A questão é,  que tudo que trás um sofrimento excessivo, não pode ser benéfico, nem em pequeno, médio, muito menos a longo prazo.
Creio que o sofrimento nos torna mais fortes, assim como a felicidade, as vitórias entre outras boas sensações que devemos experenciar nessa vida.
Então, porque, nos deixamos levar pelos sentimentos diferentes e bagunçados, dúvidas, que nos assolam e nos impedem de tomar um posicionamento definitivo sobre algo?
Ego? Apego ao projeto/sonho/desejo ? Sentimento sobre o projeto/sonho/desejo?
O que nos impede de seguir em frente?
Quebrar a barreira de sofrimento que muitas vezes construímos, desnecessariamente!
É como se criássemos um desvio para o curso normal das coisas, insistir em algo que não pode dar frutos, é bater de frente com os obstáculos da vida.
Me lembra muito uma citação que escutei várias vezes quando mais jovem, e parece que constantemente fui me esquecendo dela, risos.
"Minha filha, mesmo que venham ventos contrários , um rio sempre segue sua direção, ele não muda seu percurso”
Ou seja, ainda que hajam desvios, a natureza do rio, é seguir seu curso, por mais obstáculos que existam no caminho. A água nunca bate de frente com o obstáculo, ela contorna todos eles, e segue seu curso.
Trocando em miúdos quer dizer, que não importa o esforço que você faça para se apegar a algo que não existe mais, se aquilo não tiver probabilidades de acontecer, a vida vai seguir o curso mesmo assim, e você só tem dois caminhos, ficar ali por mais tempo, deixar doer, sofrer, se magoar, ou apenas seguir em frente.
Seguir em frente é o passo mais lógico, mais bonito e digno que um ser humano pode tomar. E em geral é o último que ele toma quando se vê diante de um suposto fracasso.
A questão é, vivemos em sociedade, dependemos dos outros para relações de trabalho, relacionamentos, para cuidar da nossa saúde física e até mesmo psicológica, visto que não somos uma ilha!
Seremos afetados constantemente por outras pessoas, positivamente e negativamente também.
Sendo assim, como proceder? Continuar ou desistir?
Desistir parece o caminho mais fácil, sempre é tido assim. A escolha do fraco...
Porém o quanto mais de ilusões pode um ser humano ter e alimentar?
Até que ponto esperar chegar pra cortar o mal pela raiz? Não é melhor observar o jardim constantemente em buscas das ervas daninhas, do que esperar pelo florescer sem dar cabo delas? Sabendo que enquanto elas estiverem ali, nada irá florescer e ‘’vingar’’ por muito tempo?
Sendo assim, me vejo num dilema, que creio eu,  você , que me lê já esteve ou está também: desistimos de algo que não está dando certo  ou seguimos em frente em busca de outros sonhos e objetivos?
A resposta perfeita, sintética e verdadeira me veio através do Cazuza:
- Não desisti, apenas não insisto mais.
Ora bolas, não é a mesma coisa? Não mesmo! Quando insistimos em algo, cedo ou tarde esperamos um resultado, e isso dói, esperar os frutos de um trabalho que vai demorar meses para ser reconhecido, relações complicadas, amizades em stand by, tudo isso gera uma expectativa. E  é de conhecimento geral, que quanto maior a expectativa, maior a decepção!
Portanto, encaro que não insistir mais, não quer dizer, abandonar suas esperanças, é apenas não fazer delas o seu foco.
Quando a gente deixa de encarar uma determinada coisa como um problema, tiramos todo o foco dela, ela perde o sentido, o poder que ela tem, e se ela não tem mais poderes, porque nos não o conferimos mais, automaticamente perde o poder de nos ferir, e o que não nos fere, secretamente nos liberta. Cedo ou tarde, vamos enfrentar essa situação, então ao invés de deixar rolar, esperando, não insista, deixe de lado tudo que não trará resultados imediatos ou ao menos, num futuro próximo, não abandone o seu presente, pensando no futuro ou tentando voltar ao passado.
Não detemos poder sobre o futuro, tão pouco podemos reescrever o  passado, podemos apenas seguir em frente, sempre.
Sem deixar o barco correr, sem lutar contra a correnteza.
O melhor, a meu ver nesse momento, é saber lidar com términos, quebra de ciclos, e se eles não se fecham por conta própria, feche-os você!
Coloque um fim no que não te faz bem, rebobine tudo, siga por um outro caminho.
Não se condene a uma infelicidade por escolha. E todos nos temos escolha. Somos livres em essência.
Desapegue-se, não dos amigos, felicidades e tudo que lhe é benéfico, mas sim de tudo que lhe empaca, que te atrapalha ou pode vir a atrapalhar de seguir em frente.
Seja honesto com sigo mesmo, reveja seus critérios, prioridades, reconheça-se, valorize-se, lute por si, evolua.
A inércia é o maior crime que cometemos em nossa jornada, não aproveitamos nada, não fazemos uso de nada, e sofremos tanto.
Melhor nos livrarmos dos desvios que causamos para nos mesmos.
Nada melhor do que ser livre. Do que estar em liberdade com nos mesmos.
Eu hoje entendo isso, e vou lutar pela minha liberdade, mentalmente encaro assim: já estou lutando, em breve estarei livre, porque eu almejo a liberdade.
Do que você pretende se libertar hoje?
Beeijos, Jess
Inicio do mês de Outubro, creio que exatos  26 dias... rs